Pelotas

Museu da Baronesa
Museu da Baronesa

Pelotas é um dos municípios mais antigos do Rio Grande do Sul. Sua elevação à cidade ocorreu em 1835, poucos meses antes de ser deflagrada a Revolução Farroupilha. No passado, chegou a ser considerada como a verdadeira capital econômica do estado, hoje é lembrada, principalmente, como a principal metrópole do extremo sul brasileiro, terra de doces deliciosos, arquitetura ímpar e cultura pulsante.

Muito antes de surgir à fama de Porto Alegre ou de falarem tanto nos encantos de Gramado, antes das missões de Santo Ângelo se tornar patrimônio universal ou dos rochedos de Torres virarem badalados points turísticos, enfim muito antes de tudo que hoje é procurado pelos turistas no sul, Pelotas já estava aqui, ocupando uma posição de destaque como centro econômico e cultural do sul do país. E na esteira deste sucesso vieram palacetes, mansões, teatros, e belas histórias que merecem ser contadas e preservadas.

Para quem chega à nossa cidade pela primeira vez, percebe que Pelotas nos revela que cresceu sem ter se transformado numa floresta de arranha-céus. Modernizou-se preservando sua história. E se popularizou, mas mantendo uma aura de nobreza.

Praças bucólicas, modernos prédios de apartamentos e palacetes históricos aparentam conviver bem, como nos demonstra o entorno da histórica Praça Coronel Osório, por exemplo. Sim, Pelotas era chique! Mas como uma cidade situada tão no extremo sul do Brasil e afastada dos grandes centros, chegou a este ponto de riqueza?

Bem, tudo começou com as Charqueadas. Elas deram início a tudo por aqui. Nas Charqueadas era produzida pelas mãos escravas a carne de gado salgada, conhecida na região sul como charque. O charque era algo que podia ser armazenado com facilidade, não estragava, era fácil de transportar, e indispensável para a alimentação de populações inteiras. Ou seja, era ouro puro.

E graças a esse trabalho árduo transformado em riqueza, que logo surgiriam também hotéis, mansões, teatros, palacetes, prestigiadas instituições de ensino, cresceria o comércio, apareceriam estradas, surgiria uma elite econômica e nasceria uma cidade: Pelotas.

Impossível falar em Pelotas sem também lembrar de seus doces. E por que os doces de Pelotas são especiais? Bem, conta-se que as receitas que nasceram nos conventos foram trazidas ainda pelas primeiras colonias portuguesas, alemãs e italianas, incorporaram segredos dos escravos e dos vizinhos uruguaios, receberam alguns retoques regionais e foram passando de geração em geração, Nesta imensa relação, onde constam doces refinados e caseiros, pequenos e grandes, trabalhados, decorados e ornamentados, destacam-se alguns clássicos sempre lembrados, como os pastéis de Santa Clara ou as famosas passas de pêssegos, um autêntico ícone pelotense.

Quem gosta de ser acompanhado por um bom guia de turismo, capaz de mostrar o melhor da cidade e relatar aspectos históricos e curiosidades locais, como nenhum livro consegue fazer, sugerimos entrar em contato conosco, que lhe indicaremos um profissional capacitado para te acompanhar, e que dará um show de conhecimento sobre tudo relacionado à cidade.

Praia do Laranjal
Praia do Laranjal